Chamem seu Vigário e que traga junto seus incensos, coroinhas, velas, candelabros e uma centena de carpideiras: O Mercado Municipal morreu. Não que ninguém soubesse disso, já vem acontecendo a muito tempo mas, o descaso, nos ultimos seis anos, só é comparavel ao descaso dos lava-jatinos com a população brasileira.

O desmonte começou com a conversa fiada do alcaide pé de pano que mostrou interesse no moribundo.... há tristeza e, como no titulo do livro de Garcia Marques, Crônica de Uma Morte Anunciada.

Se o alcaide, de profissão que nunca deveria ter abandonado pela política, destinava seus esforços a salvar vidas aqui, virou coveiro. 

As investidas estúpidas da municipalidade tiraram de lá o bar do Nelson, uma loja de utensilios domesticos e mais um ou dois pequenos negócios, contribuindo para a degradação do predio, mais do que esquecido e abandonado.

Alega a administração municipal falta de recursos para movimentar a obra, o que deveria ter sido aferido ANTES de desmontar o mercado e então, para compensar o custo do velório , quer vender um patrimônio histórico, como o forte de São João para, com os recursos, reformar, ou sei lá o que o Mercado da Capixaba.

 O centro vai mal das pernas, não é so o Mercado que esta morrendo, a administração publica contribui, junto com a crise econômica para que isto aconteça. Edificios vazios que poderiam servir de morada social, como a antiga sede do Inss, estão às traças e, volta e meia invadidos; o Teatro Glória, recém inaugurado, em sua restauração, carece de estacionamento, abundante à noite, se  houvesse uma parceria com a Guarda Municipal, esmerada em sacar multas e guardar os ricos.

Falta levar pra lá o Fast Food sobre rodas, um arranjo pequeno de artistas locais, uma parceria com a UFES, IFES, com promotores de cultura e, sem conversa fiada ou pudores econômicos, propiciar o acesso aos ambulantes, organizadamente, como a Serra o faz, na festa de São Benedito.

O coveiro, em sua sanha de enterrar o Centro, cada vez mais, não aproveita a sinergia com o armazem refrigerado do porto onde, aproveitando a segregação viaria dominical ou dos feriados , destinando às bicicletas, um espaço maior se destinasse para que lá fossem ministradas oficinas, permanentemente, como  o Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, com impactos ínfimos no orçamento.

A pá de cal foi entregar  a estes desmiolados o Museu do Porto, de parcas e esparsas instalações. Uma pena.

Não adianta chorar pitangas escolhemos, e muito mal, a administração municipal do Sr Luciano Pé de Pano agora, empenhado em sua sucessão. Veremos o que mais  ele enterrará.

-" Ave, Luciano, os que vão morrer no Centro, junto com o Mercado Municipal, te saudam!" 

 

 

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